domingo, 19 de fevereiro de 2017

Terapia de Regressão de Memória sem tabu

Terapia de Regressão

Como é possível explicar o alcance curativo da terapia de regressão?

Sintomas que não têm uma etiologia em causas orgânicas tendem a apresentar melhora significativa e até mesmo a cura por meio do resgaste de lembranças que podem ter provocado a formação do transtorno. As lembranças na gênese do problema podem se apresentar de dois tipos: as provenientes da memória armazenada e acessível à instância consciente; e as lembranças indisponíveis e profundamente armazenadas, que poderão ser acessadas somente por inferência, metáforas, símbolos ou em estados de consciência como sono, semivigília e relaxamento. O método da terapia de regressão é evocar as lembranças na origem do sintoma, e ressignificá-las no tempo em que ocorreram, antes da instalação do transtorno. Outra característica da terapia de regressão é que esse tratamento não se estende por muito tempo, podendo ter efeito satisfatório em poucas sessões.

Contato em tovasender@gmail.com e 99875-5789 para informações










terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Currículo parcial de Encontros com a Cabala - em construção


Vinte e cinco anos após o lançamento do meu livro Iniciação à Cabala, inicio uma proposta de encontros para divulgar e debater conteúdos da Cabala teórica. O projeto teve início em 14 de dezembro de 2016 e já está entrando no terceiro módulo. Outros encontros estão sendo preparados e em breve serão divulgados.

A ideia é promover encontros que abordam a Cabala teórica com seus pensadores e vertentes. Os encontros contêm temáticas independentes entre si, de forma que o participante possa comparecer eventualmente, de acordo com seu interesse por um ou outro assunto. O primeiro encontro do projeto ocorreu no dia 14 de dezembro passado, seguido de outro no dia 11 de janeiro. Os próximos estão agendados para 25 de janeiro, 8 e 15 de fevereiro, e 8 de março. O número máximo de participantes é de sete pessoas.

Histórico:

14/12 - módulo 1

8/1 - módulo 1

25/1 - módulo 2 (grupo completo)

8/2 - módulo 2 (grupo completo)

15/2 - módulo 1 (inscrições abertas)

8/3 - módulo 3 (inscrições abertas)

Conteúdos dos módulos indicados nas figuras.

Inscrições tovasender@gmail.com

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sábado, 23 de julho de 2016

Presentes de aniversário...


Oi, pai:

Hoje é seu aniversário 9.6
Hoje não vou falar de como você foi o solteiro mais cobiçado dos anos 40, nem vou contar que você dançava tango valsa bolero paso-doble jazz puladinho samba polca e outros gêneros de dança de salão, nem comentar que você jogava biriba buraco tranca roleta canastra poker e outros jogos de cartas.
Hoje vou falar das coisas que você gostava, e são exatamente essas coisas que eu quero lhe oferecer neste aniversário.

A rádio-vitrola Telefunken que tocava discos grossos de vinil de 78 rotações; cada disco tinha dois lados, lado A e lado B, e cada lado tocava uma só música.

A televisão Mullard de válvula, que tinha que ser ligada meia hora antes do Reporter Esso porque precisava  esperar “esquentar” para aparecer a imagem.

A Companhia Telefônica de Friburgo para onde íamos a família inteira para ligar para o Rio, e onde ficávamos algumas horas esperando a telefonista fazer a chamada.

O trem maria-fumaça que quando fazia a curva na serra depois de Cachoeiras de Macacu provocava uma chuva de fuligem que entrava pelas janelas dos vagões atrás, sujando toda a nossa roupa.

A brilhantina que deixava o seu cabelo brilhoso e irretocável.

Tshubtshik – Klezmer russo. https://www.youtube.com/watch?v=DWWEMvHBin8

A sua cidade materna, Ostrowiec, de onde você teve que fugir aos 18 anos, deixando tudo para trás, a casa, a marcenaria que fornecia móveis para Varsóvia, a infância perdida, a carreira mal começada e inconclusa.

Tudo isso eu lhe ofereço hoje como presente pelo seu aniversário.

Com carinho,

Sua filha.






sábado, 28 de maio de 2016

Economia segundo Moshe Pitchon



O filósofo Maimônides afirma que a verdadeira caridade é aquela que não se divulga. No entanto, hoje recebi um texto do pensador do judaísmo humanista Moshe Pitchon a respeito de renda, recursos e distribuição. Ele afirma que todos os bens que existem ao dispor dos homens, na verdade, não lhes pertencem: "Na teoria econômica judaica, os seres humanos são apenas mordomos ou depositários dos bens de Deus. A responsabilidade humana é a de gerir adequadamente a riqueza que Deus confiou aos seus cuidados. No judaísmo, considerações de caridade, moralidade e bondade são parte da estrutura do mercado." Achei significativo receber o texto em que Pitchon desenvolve o parágrafo que transcrevi acima, bem no dia em que faço meu trabalho social e voluntário. Isso, de certa forma, me autoriza a compartilhar o sentimento que tive durante um dia em que só fiz doação: pouco consumo e muita doação. Agora, ao final do dia, sinto alegria por ter dedicado meu tempo de sábado aos outros, enquanto eu mesma também me sinto gratificada. Alegria por ter administrado bens e conhecimentos numa distribuição que faz o mercado mais justo e menos ambicioso. E fico pensando em outros dias como este, de pouco consumo e muita doação.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Cenas do cotidiano...



Coisas que só têm valor muitos anos depois. Como não perceber em tempo real a riqueza desta imagem? Um segundo de tempo capturado por alguém, provavelmente pela neta, minha filha, que fez o comentário no verso ao achar a foto entre os seus guardados numa visita ao seu quarto de solteira na minha casa...

A estante com as fotos dos filhos e netos, a planta vistosa, cuidadosamente tratada pela matriarca que tinha mãos férteis, o patriarca examinando documentos, talvez faturas, e a filha providenciando ao telefone, ainda de disco, algum exame, alguma visita técnica, mas eu daria tudo para me lembrar da finalidade do telefonema sob o olhar de aprovação da minha mãe e o sorriso de sossego do meu pai !

E no alto, à esquerda da foto, a Mezuzá, o símbolo da espiritualidade, esta que nunca nos abandonou e jamais nos abandonará, assim como nós também não a abandonaremos.

Se eu soubesse que cada segundo de tempo tem tanto valor, eu teria feito alguma coisa diferente...

É como ver o sagrado nas cenas do cotidiano que não voltam mais.





sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Soneto e marina



O soneto foi escrito em 2003, 2004, por aí. A marina foi pintada na semana passada, no dia 15 de dezembro (eu me enganei com a data na hora de assinar...) Hoje, pensando nas duas produções, ocorreu-me que se complementavam. Decidi postar aqui para registrar o encontro das duas, com um intervalo de 12 anos entre uma e outra.

O soneto faz parte de uma trilogia que compus no mesmo dia. Certa manhã, em 2003 ou 2004, não sei precisar quando, acordei com o pensamento ritmado. tá tá, tá tá tá, tá tá tá, tá tá tá... Era só colocar as palavras. E assim, foram compostos três sonetos no mesmo dia.

A marina foi pintada no curso de desenho. Minha primeira marina.

E eis que percebo a temática recorrente nas duas criações: o voo, a liberdade, a percepção da nossa própria pequenez. Segue o soneto:


Alma desejante

Voando sem corpo, só a alma latente,
por entre as migalhas, resíduos humanos,
vi aves, vi asas, vi anjos à frente,
só atos não vi, fontes dos meus enganos.

Inseto rasteiro pensando ser gente
ou réptil sem pernas, à terra, tão rente!
Estive, algum dia, vivendo entre insanos,
forjando demônios em gestos levianos?

Agora, sem vida, reconheço os danos
vis de uma existência fugaz, de repente,
e percebo a morte que a tudo desmente.

Quem dera engendrar para adiante mil planos,
talvez renascer em mundo diferente,
num palco sem falas, sem cenas, sem panos.


Autoria: Tova Sender



domingo, 29 de novembro de 2015

Ensaio sobre a velhice...



Quando eu tinha 10 anos, aluna na escola alemã em Friburgo, o diretor da escola, pastor luterano de nome Johannes Schlupp, fez 50 anos. Houve uma grande festa na escola, as turmas apresentaram jograis, corinhos e teatrinhos em homenagem ao Seu Pastor (ele era chamado assim pelos alunos). Como eu e meu irmão tocávamos instrumentos musicais, fizemos um dueto e homenageamos o Seu Pastor no palco. Bem, eu estava achando o máximo, porque eu tinha certeza de que o Seu Pastor, com 50 anos, estava à beira da morte, e como ele era uma pessoa bacana, eu estava lhe prestando uma homenagem, quase póstuma. Nas semanas e nos meses que se seguiram, o Seu Pastor continuou indo para a escola, e aí eu devo ter percebido que 50 anos não é o fim da linha...

Cinco anos depois, eu já com 15 anos, meu avô morreu aos 70. Morreu no meio de uma aula particular, na casa de um aluno. Bem, eu pensei, 70 anos, já viveu bem, tem netos grandes, trabalhou até o final, não adoeceu, teve lá as suas alegrias. achei que 70 anos era uma idade justa para se morrer.

O tempo foi passando e quando fiz 50 anos, eu estava muito bem, sem jamais esquecer a história do Seu Pastor, coitado, que sobreviveu, pelo menos, mais 30 anos depois do fato. Quanto aos 70, já percebi que não é o fim da linha, embora eu ainda não tenha chegado a esta idade...

O que quero dizer com esse Ensaio sobre a velhice, é que a velhice está sempre longe de nós. Conforme o tempo vai passando, a linha da velhice vai se deslocando, assim como a linha do horizonte para quem viaja de navio.

Tudo isso para contar que, antes que o tempo passe e enquanto sou eternamente jovem, comecei meu curso de desenho e pintura...